ANBIMA – Podcast traz conversas sobre Fundos de Investimentos

 

A ANBIMA lançou um podcast, chamado #VaiFundo, que objetiva debater os assuntos mais relevantes da indústria de fundos de investimento. O primeiro episódio versou sobre a nova regulação para fundos da CVM – Audiência Pública SDM 08/20(“Audiência Pública”) -, que deve ser publicada em breve, bem como contou com a presença do superintendente de Supervisão de Investidores Institucionais da Autarquia, Daniel Maeda. Durante o episódio, o entrevistado discorreu sobre os seguintes pontos:

Grande mudança na indústria de Fundos de Investimentos nos últimos 7 (sete) anos, visto o significativo crescimento. Sinalizou que esse crescimento tem fatores diversos, como a procura de proteção da inflação, diversificação de portfólio, além da possibilidade de a população acessar novos produtos e alternativas específicas de investimentos;

Informou que a nova regulação trará protagonismo também ao gestor de recursos, considerando a redução sobre as inúmeras atribuições do administrador fiduciário e buscando trazer papéis equivalentes a ambos os agentes;


Segundo o superintendente, o guia legislativo para a nova regulação é a Lei de Liberdade Econômica, em vigor desde setembro de 2019. Informou ainda, que a Autarquia tenta, nessa nova fase, trazer a indústria de fundos brasileira a um patamar mais próximo às jurisdições estrangeiras mais maduras, garantindo maior padronização e avanços;


A grande novidade dessa nova regulação é a segregação dos Fundos em classes e subclasses. Isso afetará operacionalmente o mercado e, assim, terá previsão de prazo de adaptação e vigência da norma. Os dois níveis de segregação compreenderão, respectivamente, a separação dos patrimônios e a junção do mesmo patrimônio, com o objetivo de reduzir custos de auditoria, demonstrações financeiras, aberturas de CNPJ, etc. Ressalta que discussões tributárias e tipos de classes dentro de cada fundo se encontram em discussão;


Quanto aos investimentos internacionais, tangenciou sobre a ampliação desse acesso. Ademais, quanto aos ativos digitais, assunto que não consta na Audiência Pública, informou que essa ausência foi proposital, visto que em 2020, o assunto ainda não estava devidamente maduro para que um passo na regulação fosse dado. Afirmou que atualmente o assunto já amadureceu, especialmente em relação aos Exchange Traded Fund (“ETF´S”), e é atribuição da CVM promover a segurança jurídica do investidor nesse ativo; e


Já a respeito de mecanismos para a gestão de liquidez dos fundos, o Superintendente informou que o assunto possui propostas da CVM e que teve boas contribuições do mercado. Pontuou uma possível regulamentação com determinadas condições de resgates com limitações para montantes mais voluptuosos.

Este Alerta Regulatório foi elaborado por advogados especialistas do nosso time jurídico, que avalia diariamente as publicações normativas para fornecer informações atualizadas, precisas e confiáveis. O conteúdo não representa opinião legal do Compliasset, tendo o propósito puramente informativo.

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